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Sua religião religa ou exclui?

22 abr


 

“Buda não era Budista,
Jesus não era Cristão,
Krishna não era Vaishnava,
Maomé não era Islamita,
Eles eram professores que ensinavam AMOR.
AMOR era a religião de cada UM.”

(Autor desconhecido)


 

ESPIRITUALISTA INDEPENDENTE, sim. Não posso dizer que professo esta ou aquela religião porque há aspectos lindos, fascinantes e também equivocados em cada uma e todas elas.

Gosto de estudar sobre o Espiritismo, Paganismo, Budismo, Umbanda, Racionalismo Cristão… tantas outras…

No meu quarto há incensos, tarô, Jesus Cristo, São Jorge (Salve, Ogum!), Lakshimi, Nossa Senhora Aparecida e Iemanjá.

Na minha estante, lado a lado, estão a Bíblia, O Livro dos Espíritos e Pistis Sophia.

Assisto a palestras de Divaldo Franco e Robson Pinheiro, pregações do Pastor Cláudio Duarte e sermões do Padre Fábio de Melo.

Alguns dizem que sou uma bagunça. Outros que isso faz mal, que devo escolher um único caminho e seguir por ele, sem desviar. Mas como? Como seguir ao encontrar a pedra da intolerância onde leio que preciso condenar toda a beleza que há nos outros caminhos?

Dentre todas, a mais perseguida, condenada, criticada é a Umbanda (juntamente com o Candomblé) e por quê?

Vi há uns anos um vídeo que questionava exatamente isso. Por que estudamos, achamos linda a Mitologia Grega e demonizamos a Mitologia Africana? Por que ficamos vidrados com filmes, HQ’s e animações que mostram esses deuses nórdicos e transformamos em diabo os deuses africanos? Por que Thor salva o planeta e a humanidade e Exu traz o mal e a perdição? Já parou para pensar? Claro que não, né? Afinal religião não tem nada a ver com racismo, certo?

Ontem ouvi a mesma coisa numa das músicas do Espetáculo (com E maiúsculo) “Terreiro Urbano”, da Cia. Treme Terra. Durante esse Espetáculo senti a energia dos orixás, a alegria dos orixás, o acolhimento dos orixás. Os artistas perceberam minha energia, sentiram minha ligação com eles e também me acolheram ao final. Fui recebida com abraços, sorrisos largos e palavras de gratidão. A troca foi intensa e maravilhosa.

Não, não vou deixar de ser espiritualista independente para me fechar numa redoma “da única verdade”.

Não vou deixar de honrar tudo que me faz bem.

Rezo o Pai Nosso, abro o tarô, acendo uma vela pedindo para que São Jorge/Ogum me proteja, sinto a força feminina de Iansã e o acolhimento maternal da Deusa.

Minha religião é fazer o bem.

Quero conhecer, pesquisar, estudar.

Não me prenda, não me pode.

Me aceite como sou ou siga seu caminho, porque continuarei no meu enquanto estiver enxergando beleza nele. Se algum dia isso me fizer algum mal, não tenho problema em desviar. Eu erro, mas “não tenho compromisso com o erro”(JK). E não vou permitir que me queimem na fogueira da intolerância.

“Axé pra quem é de axé, amém pra quem é de amém
Blessed be pra quem é de magia e amor pra quem é do bem”

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Vela para São Jorge, quadros de Iemanjá e Jesus Cristo. Todos meus.

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Publicado por em 22 de abril de 2018 em Amo!, Deusa, Em mim..., Eu, Se liga!

 

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